Portfólio construído para expôr ideias,reflexões e experiências vividas durante o 1º semestre de 2013 na disciplina da Conteúdos e Metodologias para a Educação Infantil.
Mais
uma etapa se inicia depois de uma semana compensadora com trabalhos que fazem a
vida acadêmica valer a pena é hora de assistir e vibrar com nossos companheiros
das Artes.
O
RCNEI/1998 é um marco para a pequena infância, é o primeiro documento nacional
e destaca-se pela sua contribuição para o desenvolvimento da criação artística
infantil. No entanto, esse documento incorpora preceitos neoliberais
apresentando conceitos ora equivocados, ora explicitados por meio de
palavras-chave, a partir de uma lógica em que não há neutralidade. É marcado
pela ausência de propostas claras e objetivas em relação a dar maior
visibilidade à arte e à leitura da imagem. Nesse sentido, verifica-se que
existe certo descaso com o ensino de artes, quando são observadas as minúcias
ou as pequenas expressões. Cabe ressaltar que não se refere à formação de
artistas, mas valorizar os conteúdos próprios da linguagem visual. A criança
quando constrói o seu desenho tornam visíveis os seus pensamentos, as suas
emoções e os seus sentimentos organizados num texto visual repleto de
significados. Conclui-se que o eixo de trabalho das artes visuais se mostra propenso
a ser repensado, aprimorado e priorizado tendo como mote uma educação
contemporânea, que entenda a linguagem das artes visuais como necessária à
formação do homem numa perspectiva sociocultural.
A arte da
criança, desde cedo, sofre influência da cultura, seja
por meio de materiais e suportes com que faz
seus trabalhos, seja pelas imagens e atos de produção
artística que observa na TV, em revistas, em gibis, rótulos,
estampas, obras de arte, trabalhos artísticos de outras
crianças etc.(RCNEI, 1998, p.88).
Logo, o
reconhecimento de que o domínio das diversas linguagens existentes, de acordo
com os códigos culturais de cada sociedade ou grupo constitui-se hoje como
competência essencial ao desenvolvimento do espírito crítico, visando o pleno
exercício da cidadania, vem impulsionando a defesa de um ensino da Arte que realmente se efetive por
meio de espaços de experimentação sensível e do contato com as obras artísticas
produzidas ao longo da história da humanidade.
Tal afirmação vem em consonância com o
trabalho apresentado para a comunidade acadêmica que tentou vislumbrar a
história e o reconhecimento das obras do artista brasileiro, fenômeno mundial
Romero Britto.
Os Referenciais
Curriculares Nacionais para a Educação Infantil atribuem
importância à presença da Arte na educação,
reconhecendoa como veículo de expressão das experiências sensíveis
vivenciadas pelas crianças, por meio das quais elas elaboram jogos e
construções simbólicas ampliando seu conhecimento de mundo. No
entanto, esse mesmo documento registra o fato de que as
contribuições trazidas pelos estudos nos diversos campos das ciências,
inclusive no campo da arte, ainda não produziram alterações
nas práticas correntes: “A presença das Artes Visuais
na educação infantil ao longo da história, tem demonstrado um descompasso entre
os caminhos apontados pela produção teórica e a prática
pedagógica existente”. (RCNEI, 1998, p.87). Os RCNEI,
após um breve histórico sobre o ensino da Arte no país,
apresentam uma proposta pedagógica para as Artes Visuais
que se concretiza mediante a articulação entre três
campos conceituais: fazer artístico, apreciação e reflexão.
Em seguida, traz orientações didáticas sobre
atividades, recursos, organização do tempo e do espaço e trabalho com projetos.
O RCNEI define arte como “linguagem, portanto,
uma das formas de expressão e comunicação humana, o que, por si só, justifica
sua presença no contexto da educação, de modo geral, e na educação infantil,
particularmente”. (BRASIL, 1998, III, p. 85) Sem dúvida, a conceituação da arte
como linguagem é importante, visto que há na arte um elemento de comunicação,
entretanto, há de se reconhecer que os significados das obras de artes não são
reduzidos a esse processo de comunicação entre produtor e receptor. O caráter
de comunicabilidade de tais representações não deve ser o único a ser levado em
consideração no que se refere à tentativa de conceituar o que venha a ser arte
e justificar a sua inserção na educação. Se, por um lado, o documento afirma que
a arte é uma linguagem e, portanto, possui uma lógica formal própria, tal
lógica, que seriam os conteúdos a serem transmitidos aos alunos, não é
explicada aos professores. Parte-se diretamente ao “como” o professor deve
fazer, de modo a estimular o interesse das crianças em relação às diversas
manifestações artísticas.
O ensino de artes na educação infantil tem
como finalidade formar “crianças sensíveis ao mundo e conhecedoras da linguagem
da arte” (BRASIL, 1998, III, p. 91). Desse modo, as instituições de educação
infantil devem organizar suas práticas pedagógicas a fim de garantir
oportunidades para que as crianças sejam capazes de ampliar seus conhecimentos,
assim como suas possibilidades de expressão. Da citação, destaque-se que, assim
como as Diretrizes, o RCNEI estabelece uma relação direta entre arte (cultura)
e desenvolvimento da sensibilidade. Não se pretende negar que mediante a
apropriação dos conhecimentos advindos dos bens culturais a sensibilidade pode
ser estimulada, mas tal relação não é direta.
Para finalizar, deve-se deixar claro que a
inserção do RCNEI na educação infantil significa um passo importante do sistema
educacional brasileiro, visto que possibilita o contato e a apropriação do
conhecimento relativo às artes por diversas camadas sociais, favorecendo assim,
uma maior democratização desses conteúdos, a fim de beneficiar a inserção
desses sujeitos em determinadas discussões e reflexões. O ensino de artes pode
favorecer a compreensão dos elementos imanentes da obra, exigindo um esforço
dos sujeitos envolvidos nesse processo de aprendizagem. Tal esforço é
fundamental para o desenvolvimento do pensamento e da reflexão e, portanto da
autonomia.
Na
data de 16/05 a apresentação seria com respeito ao eixo da música.
Linguagem esta capaz de expressar e comunicar sensações, sentimentos e
pensamentos por meio da organização de formas sonoras, e pelo a organização do
som e silêncio principalmente na educação infantil. A música é muito presente
em todas as culturas, pode ser vista em várias ocasiões, do cotidiano do ser
humano. Ela já faz parte da educação, a um longo tempo sendo inserida
primeiramente na Grécia antiga onde era considerada tão importante para a
formação humana quanto matemática e filosofia.
A
música na educação infantil possui vários objetivos tais como: a criação de
hábitos nas crianças ( lavar as mãos antes do lanche ,escovar os dentes, deixar
a sala limpa entre outros), realização de comemorações do calendário escolar (
dias das mães, dias dos pais , dia da árvore etc.), memorização de conteúdos (
letras, cores, números etc.), improvisação, interpretação ,composição
desenvolvendo a percepção e expressão de sentimentos e pensamentos nas crianças
de 04 a 06 anos todos passados as crianças através de canções, essas
canções a maioria das vezes são acompanhadas por gestos corporais, imitados por
elas. É importante que utilizem a imitação, pois estimulam e despertam o
desenvolvimento do gosto pela atividade musical.
Os
gestos são comuns em jogos de movimento presente na linguagem musical,
tornando-se fontes de prazer para o aluno sendo um modo de expressão já que o
mesmo se comunica através de movimentos e sons. Consegue com o passar de o
tempo reter mais significados maiores das canções ,fazendo com que a
memorização do repertorio aumentem,sendo capaz de inovar canções com
informações que já conhece e fazer improvisações.
Além
do cantar, a criança também começa a se interessar a tocar instrumentos
musicais buscando entender sua construção.
Sobre
esta questão me atenho a falar com foco e determinação e acima de tudo e empolgação
visto que o trabalho apresentado na faixa de 00 a 03 anos foi pensado com
carinho pelo grupo no qual me enquadrava, trabalho este que tenho certeza
rendeu bons frutos.
Com referência a música a LDB
salienta que a música está potencialmente garantida na educação básica, não
somente como o caráter lúdico e sim com o intuito de transmitir formas,
expressões, sentimentos, conteúdos e conhecimento, trazer para o cotidiano de
sala de aula a herança cultural, a diversidade, proporcionando a integração,
socialização, reflexão e a aprendizagem de novos conceitos.
O projeto de lei que recebeu o
número 330/2006 no Senado Federal, e o número 2732/2008 na câmera dos
deputados, foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares.
Art. 1º O art. 26 da Lei n 9.394,
de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do seguinte: § 6º A música
deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de
que trata o § 2º deste artigo.”“.
Art. 2º O Ensino de música será
ministrado por professores com formação específica na área
Art. 3º Os sistemas de ensino
terão 3 (três) anos letivos para se adaptarem às exigências estabelecidas nos
artigos. 1º e 2º desta Lei (BRASIL Lei 11.769 de 18 de Agosto de 2008,
publicado no Diário Oficial da União em 19/08/2008).
A música é um conteúdo
obrigatório, mas não exclusivo, existe a necessidade de professores habilitados
na área de música para atuarem na escola.
Segundo
RCNEI, os estímulos musicais vivenciados durante a infância terão impacto
significativo na capacidade de um individuo de entender a música. O objetivo da
música para criança de 0 a 3 anos é ouvir, perceber e diferenciar os diversos
sons através da brincadeira, imitações e reprodução musical; avalia a atenção
de ouvir, responder, imitar e a capacidade de expressão pela voz e pelo corpo.
Já para as crianças de 4 a 6 anos o objetivo é basicamente explorar e
identificar elementos da música, perceber, expressar sensações, sentimentos e
pensamentos utilizando composições e interpretações musicais; a avaliação é
pela a utilização da linguagem expressiva e da comunicação por meio da voz, do
corpo e dos instrumentos musicais.
Diante
de tais documentos compreende-se a música como um elemento que não necessita
ser explicada, ela tem um fim em si mesma, ela pode ser instrumento de auxílio
no trabalho pedagógico, porém, não deve limitar sua ação apenas como ferramenta de trabalho de outras
áreas de conhecimento, pois ela fala por si só e contribui para o
desenvolvimento integral do ser.
Para
tanto, a utilização da musicalização nas diversas áreas de conhecimento é
fundamental, lúdica e dinâmica.
Independentemente
do seu papel dentro da sociedade, a música exerce forte atração sobre os seres
humanos, fazendo mesmo que de forma inconsciente que nos relacionemos com ela,
muitas vezes quando a ouvimos começamos a nos familiarizar, movimentando o
corpo ou cantarolando pequenas partes da melodia. As crianças quando brincam ou
interagem com o universo sonoro, acabam descobrindo mesmo que de maneira simples,
formas diferentes de se fazer música. De acordo com Joly (2003):
A criança, por meio da
brincadeira, relaciona-se com o mundo que descobre a cada dia e é dessa forma
que faz música: brincando. Sempre receptiva e curiosa, ela pesquisa materiais
sonoros, inventa melodias e ouve com prazer a música de diferentes povos e
lugares. (p. 116).
Por
meio das brincadeiras de explorar como: brincar com os objetos sonoros que estão
ao seu alcance, experimentar as possibilidades da sua voz e imitar o que ouve,
a criança começa a categorizar e a dar significado aos sons que antes estavam
isolados, agrupando-os de forma que comecem a fazer sentido para ela. Pensando
na importância que essa experiência pode proporcionar para a criança
Maffioletti (2007) escreve que: “É isso que fará dela um ser humano capaz de
compreender os sons de sua cultura [...]” (p. 130). Por meio desse contato o ser humano começa e
desenvolver uma identidade a música que está a sua volta. É por isso que ela
assume significados diferenciados em cada cultura, pois segundo Penna (2008)
devido a ela ser:
[...] uma linguagem
cultural, consideramos familiar aquele tipo de música que faz parte de nossa vivência;
justamente porque o fazer parte de nossa vivência permite que nós nos
familiarizemos com os seus princípios de organização sonora, o que torna uma
música significativa para nós. (p. 21).
A música vem ainda contribuir para a formação
do individuo como todo. Por meio da musica, a criança entrará em contato com o
mundo letrado e lúdico.
Observa-se sua importância como valioso
instrumento, o qual deverá ser trabalhado e estimulado provocando no educando
possibilidades de criar, aprender e expor suas potencialidades.
A música
na educação pode envolver outras áreas de conhecimento. Na matemática está
presente: quando marcamos um ritmo, temos que saber quantidade para tocarmos.
Além disso, há varias letras de músicas que ajudaram a facilitar a aprendizagem
de números, quantidade, classificação e seriação.
Entretanto, deve ser utilizada de forma
contextualizada, desde que não perca o trabalho da música com fins em si mesma.
Facilitando o processo ensino-aprendizagem, e
também favorece a criança de Educação Infantil de 05 e 06 anos, ensinando-a a
apreciar o valor de uma peça musical, despertando na criança o gosto pela
musica, aquisição de novos conhecimentos, concentração, autonomia, criticidade,
sendo um importante instrumento didático.
Trabalhar usando a musica como ferramenta de
apoio é com certeza estimulante, principalmente por ela dar condições de
observar a percepção musical das crianças e a sua melhora na sensibilidade, no
raciocínio e em sua expressão corporal.
Todas as atividades citadas à cima podem ser
utilizadas na Educação Infantil, porém, percebe-se que os educadores
questionados realizam atividades com música para cumprir outras funções que não
o trabalho com essa linguagem por si mesma, como por exemplo, na hora do
lanche, datas comemorativas, para passar novos conceitos e aumento de
vocabulário.
Ainda que esses procedimentos venham sendo
repensados, muitas instituições encontram dificuldades para integrar a linguagem
musical ao contexto educacional. Contata-se uma defasagem entre o trabalho
realizado na área da música e nas demais áreas do conhecimento, evidenciada
pela realização de atividades de reprodução e imitação em detrimento de
atividades voltadas á criação e á elaboração musical.
Nesses contextos, a música é tratada como se
fosse um produto pronto, que se aprende a reproduzir, e não uma linguagem cujo
conhecimento constrói. (BRASIL, 1998, p. 47)
Uma das questões fundamentais a ser abordada
com as crianças é o que vem a ser a música. A música é a linguagem que organiza
som e silêncio, este deve ser o primeiro conceito para elas sobre música. Som é
tudo o que soa e tem movimento, estamos cercados por estas expressões o tempo
todo.
Compreender a música como linguagem e forma
de conhecimento, leva a ver a criança não como um ser estático e sim como
alguém que interage o tempo todo com o meio, organizando suas ideias e
pensamentos.
Os primeiros anos de aprendizagem são
propícios para que a criança comece a entender o que é linguagem musical,
aprenda a ouvir sons e a reconhecer diferenças entre eles. Todo o trabalho a
ser desenvolvido na educação infantil deve buscar a brincadeira musical,
aproveitando que existe uma identificação natural da criança com a música. A
atividade deve estar muito ligada à descoberta e a criatividade.
Mas o que precisa ser salientado é que a
utilização da música ainda está atrelada a datas comemorativas, higiene,
memorização de conteúdos, transmitir conceitos, fugindo da proposta apresentada
pelos Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil, que é fazer,
apreciar e refletir sobre a música. Sabe-se que a música tem uma ligação direta
com outras linguagens expressivas da infância: movimento, expressão cênica,
artes visuais e realização de projetos, entretanto não se pode deixar de lado o
trabalho com a especificidade da música (RCNEI, 1998, p.49).
O professor que compreende a música como
linguagem e a utiliza de maneira adequada, tem nela um importante aliado para o
desenvolvimento infantil.
Poucos professores trabalham a questão da
exploração dos sons: do corpo, dos objetos, não referenciam as propriedades da
música e não conseguem enxergar esses aspectos como um trabalho essencial
dentro da linguagem musical.
Ainda possuem a visão de que é preciso
formação específica em música, não ousam na maneira de trabalhar. O educador
deve se ver como um pesquisador e se permitir vivenciar experiências diversas
que com certeza contribuirão para a sua prática estendidas aos educandos.
FACULDADE
PADRE JOÃO BAGOZZI
PLANO DE AULA
Acadêmicas (a):
Letícia, Luana, Priscila Scroccaro e Sandra Mara Dobjenski
Conteúdo: -
Estimulação através de contação de história, audição de música e sons;
Duração: 30
min.
Objetivos:
Específicos: - Estimular a percepção dos sons e as habilidades auditivas;
- Sensibilizar
o gosto musical;
- Estimular
a criatividade, a coordenação e o convívio social.
Encaminhamento Metodológico:
1º momento: Recepção das crianças com a música Boa dia, como vai? (Eliana).
2º momento: Organização da roda de conversa.
3º momento: Contação da história “O Som do Plebeu Orfeu”. Nesta etapa as crianças
ouvirão diversos sons fortes, fracos, melódicos.
4º momento: Conversa sobre a história.
5º momento: Música de despedida. (Tchau... sua mãe chegou, pegue sua mochila e
diga tchau para a pro...).
Recursos: História, música, instrumentos musicais, pulseiras, aparelho de CD,
casa roxa, luzes coloridas, fantoches, fantasias.
Avaliação: A avaliação será feita mediante a observação dos alunos na interação com
as atividades musicais, através da imitação, participação e exploração dos
sons, sendo feito registro através de fotos ou gravação.
Referências Bibliográficas:
portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume3.pdf
acesso em 17/04/2013 às 22hrs.
www.vagalume.com.br › Infantil › G acesso em 17/04/2013 às
23hrs
Dobjenski, Sandra M. O som do Plebeu Orfeu.
Bom
dia professora como vai
Bom dia professora como vai
Faremos o possível para sermos bons amigos
Bom dia professora como vai
Bom
dia Bizuca como vai
Bom dia Bizuca como vai
Faremos o possível para sermos bons amigos
Bom dia Bizuca como vai
Bom
dia Recicléia como vai
Bom dia Recicléia como vai
Faremos o possível para sermos bons amigos
Bom dia Recicléia como vai
Bom
dia Flitz como vai
Bom dia Flitz como vai
Faremos o possível para sermos bons amigos
Bom dia Flitz como vai
Bom
dia Melocotom como vai
Bom dia Melocotom como vai
Faremos o possível para sermos bons amigos
Bom dia Melocotom como vai
Bom
dia amiguinhos como vão
Bom dia amiguinhos como vão
Faremos o possível para sermos bons amigos
Bom dia amiguinhos como vão
FACULDADE PADRE JOÃO BAGOZZI
PLANO DE AULA
Acadêmicas (a):
Letícia, Luana, Priscila Scroccaro e Sandra Mara Dobjenski
Específicos: - Estimular a percepção dos sons e as habilidades auditivas;
-
Conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do próprio corpo através dos
sons;
- Expressar,
através do movimento, emoções e estados afetivos.
Encaminhamento Metodológico:
1º momento: Reunir as crianças em uma grande roda e dizer-lhes que a sala vai se
transformar em uma floresta e elas serão seus habitantes. As crianças receberão
pulseiras amarelas que simbolizarão as palmas e pulseiras laranja, batida dos
pés. (Caranguejo peixe é)
2º momento: Em roda trabalhar a percepção musical
aliada ao movimento. (Chu Chua).
3º momento: História da serpente. (As crianças
receberão máscaras de serpente).
4º momento: Lá vem o crocodilo.
6º momento: Relaxamento.
Recursos: Músicas, aparelho de CD, máscaras.
Avaliação: A avaliação será feita mediante a observação dos alunos na interação com
as atividades musicais, através da imitação, participação e exploração dos
sons, sendo feito registro através de fotos ou gravação.
Referências Bibliográficas:
portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume3.pdf
acesso em 17/04/2013 às 22hrs.
www.vagalume.com.br › Infantil › G acesso em 17/04/2013 às
23hrs
Anexos
Lá
vem o crocodilo Orangotango As duas serpentinhas A águia real O gato O rato Não faltou ninguém
Na data de 09 de maio
ocorreu a apresentação de dois grupos que abordaram o eixo do movimento. O
primeiro buscou se ater a atividades para crianças de 0 a 3 anos e o segundo de
4 a 5 anos, ambos se utilizaram do eixo da música para planejar a aula, tendo
nesta um dos recursos que propiciou a expressividade, a movimentação e a
socialização da turma.
O movimento é uma importante
dimensão do desenvolvimento e da cultura humana. As crianças se movimentam
desde que nascem adquirindo cada vez maior controle sobre seu corpo.
O movimento humano é,
portanto o mais simples deslocamento do corpo no espaço.
Esses movimentos
incorporam-se aos comportamentos dos homens, resultam das interações sociais e
da relação do homem com o meio. Sua multiplicidade, funções e manifestações do
ato motor, propicia um amplo aspecto da motricidade das crianças, abrangendo
posturas corporais bem como outras atividades cotidianas.
As diversidades de práticas
pedagógicas caracterizam diferentes concepções quanto ao sentido e funções
atribuídas ao movimento cotidiano das instituições de educação infantil. O movimento além de ser um objetivo
disciplinar é um objetivo pessoal e social. Para uma criança pequena o
movimento significa muito mais do que mexer partes do corpo ou deslocar-se no
espaço, o ato motor faz-se presente em suas funções expressivas, pode-se dizer
que no início do desenvolvimento predomina a dimensão subjetiva da motricidade
com a interação do seu meio social. Somente aos poucos que se desenvolve a
dimensão objetiva que corresponde às competências instrumentais, para agir
sobre o espaço e o meio físico.
O bebê muitas vezes se mexe
descontroladamente, determinado a torcer o corpo, isso pode significar que o
bebê esta com cólica, assim a primeira função do ato motor esta ligada a
expressão. Esta expressão continua com as adultas de uma forma frequente.
É muito importante que o
professor perceba os diversos significados que pode ter a atividade motora para
as crianças, contribuindo para que ela tenha uma percepção adequada de seus
recursos corporais. A organização do ambiente, dos materiais e do tempo visa
auxiliar e deve ser amplo o suficiente para acolher as manifestações da
motricidade infantil, para poder organizar e avaliar se a criança esta se
desenvolvendo ou não perante aos demais, principalmente nos berçários, no qual
a atenção deve ser redobrada para uma possível resolução futura.
Para tanto, o presente trabalho buscou levantar aspectos
relacionados à temática corpo e movimento e às diferentes formas como o tema é
tratado na escola, especialmente na educação de 0 a 5 anos.
A educação, hoje, está centrada na criança como
individuo. Cada tipo de atividade, trás algo como contribuição para tal
desenvolvimento, mas a ordem de prioridades para o ensino dessas
diferentes atividades mudou consideravelmente. Portanto, é necessário se
organizar uma rotina que envolva tanto as emoções, quanto as necessidades e
ações aliadas a uma proposta educacional, sendo isto um desafio constante para
quem trabalha na educação infantil.
Ao analisar o estado atual do conhecimento na
área de movimento na educação infantil, percebe-se a necessidade de uma
investigação mais aprofundada, principalmente no que se refere aos conteúdos
trabalhados nessa área com crianças de zero a cinco anos.
A partir da década de 80 até a década de 90, houve um
intenso trabalho que resultou na elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente
(ECA) e nas discussões a respeito da Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB) que foi promulgada no ano de 1996. Esta nova LDB, pela primeira vez,
introduziu a educação infantil como a primeira etapa da educação básica. Nela,
a educação infantil, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança
até os cinco anos de idade.
Esta deve ser ofertada em creches para as crianças de até
três anos de idade e em pré-escolas, para crianças de 4 a 5 anos de idade. Essa
primeira etapa, mesmo não sendo obrigatória, passa a ser um direito da criança
e um dever do Estado. A partir daí, a educação de crianças pequenas passou a
fazer parte do processo educacional.
Partindo do
reconhecimento de que a educação é direito de todas as crianças, um dever da
família e do estado (LDB 9394/98 art. 2º) e de que a educação infantil se
constitui como primeira etapa da educação básica e que tem como finalidade o
desenvolvimento da criança até cinco anos de idade, em seus aspectos físico,
psicológico, intelectual e social, o eixo do movimento chega como uma
importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana. Pois, ao movimentarem-se,
as crianças expressam sentimentos, emoções e pensamentos, ampliando as
possibilidades do uso significativo de gestos e posturas corporais. O movimento
humano, portanto, é mais do que simples deslocamento do corpo no espaço:
constitui-se em uma linguagem que permite às crianças agirem sobre o meio
físico e atuarem sobre o ambiente humano, mobilizando as pessoas por meio de
seu teor expressivo.
Kishimoto (1996, p.452), ao discutir sobre Froebel,
mostra que: "Froebel acreditou na criança, enalteceu sua perfeição,
valorizou sua liberdade e desejou a expressão da natureza infantil por meio de brincadeiras
livres e espontâneas. Instituiu uma pedagogia tendo a representação simbólica
como eixo do trabalho educativo, sendo reconhecido por isso como psicólogo da
infância".
Na educação infantil é comum se ver crianças o tempo todo sentadas, em silêncio,
realizando atividades escolares. Porém, para que as crianças possam ampliar o
seu aprendizado, é preciso que os conceitos de educação estejam de acordo com
as necessidades e seus interesses. Durante a brincadeira a criança assimila sem
se dar conta. Por meio das atividades lúdicas a criança satisfaz seus desejos e
representa a realidade que as circunda.
Portanto, é inegável que haja mudanças na estrutura
educacional, por isso, ainda tem-se muito que refletir a implementar a respeito
da educação infantil. Um fator a ser discutido é a questão dos conteúdos a
serem trabalhados nesse nível de ensino. Não se pode mais ter o conteúdo como
sendo uma lista de itens que tem que ser assimilados pela criança e sim
aprendidos, e para isso é necessário a motivação das mesmas através de
atividades lúdicas que a façam interessar-se no querer mais.
“O movimento para a criança pequena significa muito
mais do que mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço. A criança se
expressa e se comunica por meio dos gestos e das mímicas faciais e interage utilizando
fortemente o apoio do corpo. A dimensão corporal integra-se ao conjunto da
atividade da criança. Pode-se dizer que no início do desenvolvimento predomina
a dimensão subjetiva da motricidade, que encontra sua eficácia e sentido
principalmente na interação com o meio social, junto às pessoas com quem a
criança interage diretamente. A externalização de sentimentos, emoções e
estados íntimos poderão encontrar na expressividade do corpo um recurso
privilegiado". (Referencial curricular nacional para a educação infantil,
1998, p.18).
Para o Referencial Curricular Nacional (BRASIL,
1998, p.15), o movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da
cultura humana, visto que, "as crianças se movimentam desde que nascem
adquirindo cada vez maior controle sobre seu próprio corpo e se apropriando
cada vez mais das possibilidades de interação com o mundo".
Ao analisar os conteúdos de movimento apresentados
nesse referencial, é possível verificar que os mesmos foram organizados em
blocos: a expressividade, o equilíbrio e a coordenação.
Expressividade: nessa direção, o Referencial
Curricular Nacional (BRASIL, 1998) sugere atividades para crianças de 0 a 3
anos: reconhecimento progressivo de segmentos e elementos do próprio corpo,
expressões de sensações e ritmos corporais por meio de gestos, posturas e da
linguagem oral. Na atividade lúdica, para crianças de 4 a 5 anos, por meio da
mediação do adulto, o jogo desenvolve a memória, a atenção, a linguagem, a
imaginação e a personalidade.
Equilíbrio e coordenação: para as crianças de 0 a 3
anos são sugeridas atividades de exploração de diferentes posturas corporais,
ampliação da destreza progressiva para deslocar-se no espaço e aperfeiçoamento
dos gestos relacionados com encaixe, traçado de desenho, entre outros. Para
crianças de 4 a 5 anos, são envolvidas atividades de correr, subir, descer,
movimentar-se, dançar, entre outros.
Por meio dessas atividades anteriormente sugeridas,
percebe-se que todas estão relacionadas apenas ao desenvolvimento do corpo,
como se o pensamento e as emoções estivessem fora dele. Certamente, essas
atividades propostas são importantes para o desenvolvimento da criança,
entretanto, o movimento não se restringe ao desenvolvimento das aprendizagens
física e motora.
O trabalho com o movimento não pode ser direcionado
apenas para o desenvolvimento físico da criança. Pois a criança precisa nominar
o seu movimento conscientemente para que tenha oportunidade de explorar o
ambiente, criar novas relações de relacionamento com o seu corpo, de conhecê-lo
e aprender a usá-lo de forma benéfica, funcional e intencional. (MELLO, 1996)
Diante do exposto, torna-se cada vez mais evidente
que, para pensar as atividades com o movimento no âmbito do trabalho pedagógico
com crianças de pouca idade, faz-se necessário articular diferentes áreas do
conhecimento e interligá-las aos outros eixos de desenvolvimento, buscando-se
desta forma a interdisciplinaridade, a reflexão.