terça-feira, 4 de junho de 2013

Aula 23 de maio de 2013 – Eixo das Artes

Mais uma etapa se inicia depois de uma semana compensadora com trabalhos que fazem a vida acadêmica valer a pena é hora de assistir e vibrar com nossos companheiros das Artes.

O RCNEI/1998 é um marco para a pequena infância, é o primeiro documento nacional e destaca-se pela sua contribuição para o desenvolvimento da criação artística infantil. No entanto, esse documento incorpora preceitos neoliberais apresentando conceitos ora equivocados, ora explicitados por meio de palavras-chave, a partir de uma lógica em que não há neutralidade. É marcado pela ausência de propostas claras e objetivas em relação a dar maior visibilidade à arte e à leitura da imagem. Nesse sentido, verifica-se que existe certo descaso com o ensino de artes, quando são observadas as minúcias ou as pequenas expressões. Cabe ressaltar que não se refere à formação de artistas, mas valorizar os conteúdos próprios da linguagem visual. A criança quando constrói o seu desenho tornam visíveis os seus pensamentos, as suas emoções e os seus sentimentos organizados num texto visual repleto de significados. Conclui-se que o eixo de trabalho das artes visuais se mostra propenso a ser repensado, aprimorado e priorizado tendo como mote uma educação contemporânea, que entenda a linguagem das artes visuais como necessária à formação do homem numa perspectiva sociocultural.
A arte da criança, desde cedo, sofre influência da cultura, seja  por meio de materiais e suportes com que faz seus trabalhos, seja pelas imagens e atos de produção artística que observa na TV, em revistas,  em gibis, rótulos,  estampas, obras de arte, trabalhos  artísticos  de outras crianças  etc.(RCNEI, 1998, p.88).

Logo, o reconhecimento de que o domínio das diversas linguagens existentes, de acordo com os códigos culturais de cada sociedade ou grupo constitui-se hoje como competência essencial ao desenvolvimento do espírito crítico, visando o pleno exercício da cidadania, vem impulsionando a defesa de um ensino da Arte que realmente se efetive por meio de espaços de experimentação sensível e do contato com as obras artísticas produzidas ao longo da história da humanidade.
Tal afirmação vem em consonância com o trabalho apresentado para a comunidade acadêmica que tentou vislumbrar a história e o reconhecimento das obras do artista brasileiro, fenômeno mundial Romero Britto.
Os Referenciais Curriculares Nacionais para a Educação Infantil atribuem importância à presença da  Arte  na educação, reconhecendo­a  como veículo de expressão das experiências sensíveis vivenciadas  pelas crianças, por meio das quais elas elaboram jogos e construções simbólicas ampliando seu conhecimento de mundo. No entanto, esse  mesmo documento registra o fato de que as contribuições trazidas pelos estudos nos diversos campos das ciências, inclusive no campo da arte, ainda não produziram alterações  nas  práticas  correntes: “A presença das  Artes  Visuais na educação infantil ao longo da história, tem demonstrado um descompasso entre os caminhos apontados pela produção teórica e a prática pedagógica existente”. (RCNEI, 1998, p.87).  Os RCNEI, após um breve histórico sobre o ensino da Arte no país,  apresentam uma proposta pedagógica  para  as  Artes Visuais que se  concretiza  mediante  a  articulação entre três campos conceituais: fazer artístico,  apreciação e reflexão.
Em seguida, traz orientações didáticas sobre atividades, recursos, organização do tempo e do espaço e trabalho com projetos.
O RCNEI define arte como “linguagem, portanto, uma das formas de expressão e comunicação humana, o que, por si só, justifica sua presença no contexto da educação, de modo geral, e na educação infantil, particularmente”. (BRASIL, 1998, III, p. 85) Sem dúvida, a conceituação da arte como linguagem é importante, visto que há na arte um elemento de comunicação, entretanto, há de se reconhecer que os significados das obras de artes não são reduzidos a esse processo de comunicação entre produtor e receptor. O caráter de comunicabilidade de tais representações não deve ser o único a ser levado em consideração no que se refere à tentativa de conceituar o que venha a ser arte e justificar a sua inserção na educação. Se, por um lado, o documento afirma que a arte é uma linguagem e, portanto, possui uma lógica formal própria, tal lógica, que seriam os conteúdos a serem transmitidos aos alunos, não é explicada aos professores. Parte-se diretamente ao “como” o professor deve fazer, de modo a estimular o interesse das crianças em relação às diversas manifestações artísticas.
 O ensino de artes na educação infantil tem como finalidade formar “crianças sensíveis ao mundo e conhecedoras da linguagem da arte” (BRASIL, 1998, III, p. 91). Desse modo, as instituições de educação infantil devem organizar suas práticas pedagógicas a fim de garantir oportunidades para que as crianças sejam capazes de ampliar seus conhecimentos, assim como suas possibilidades de expressão. Da citação, destaque-se que, assim como as Diretrizes, o RCNEI estabelece uma relação direta entre arte (cultura) e desenvolvimento da sensibilidade. Não se pretende negar que mediante a apropriação dos conhecimentos advindos dos bens culturais a sensibilidade pode ser estimulada, mas tal relação não é direta.


Para finalizar, deve-se deixar claro que a inserção do RCNEI na educação infantil significa um passo importante do sistema educacional brasileiro, visto que possibilita o contato e a apropriação do conhecimento relativo às artes por diversas camadas sociais, favorecendo assim, uma maior democratização desses conteúdos, a fim de beneficiar a inserção desses sujeitos em determinadas discussões e reflexões. O ensino de artes pode favorecer a compreensão dos elementos imanentes da obra, exigindo um esforço dos sujeitos envolvidos nesse processo de aprendizagem. Tal esforço é fundamental para o desenvolvimento do pensamento e da reflexão e, portanto da autonomia.



















Aula 16 de maio de 2013 – Eixo Música

Na data de 16/05 a apresentação seria com respeito ao eixo da música.  Linguagem esta capaz de expressar e comunicar sensações, sentimentos e pensamentos por meio da organização de formas sonoras, e pelo a organização do som e silêncio principalmente na educação infantil. A música é muito presente em todas as culturas, pode ser vista em várias ocasiões, do cotidiano do ser humano.   Ela já faz parte da educação, a um longo tempo sendo inserida primeiramente na Grécia antiga onde era considerada tão importante para a formação humana quanto matemática e filosofia.
A música na educação infantil possui vários objetivos tais como: a criação de hábitos nas crianças ( lavar as mãos antes do lanche ,escovar os dentes, deixar a sala limpa entre outros), realização de comemorações do calendário escolar ( dias das mães, dias dos pais , dia da árvore etc.), memorização de conteúdos ( letras, cores, números etc.), improvisação, interpretação ,composição desenvolvendo a percepção e expressão de sentimentos e pensamentos nas crianças de 04 a 06 anos   todos passados as crianças através de canções, essas canções a maioria das vezes são acompanhadas por gestos corporais, imitados por elas. É importante que utilizem a imitação, pois estimulam e despertam o desenvolvimento do gosto pela atividade musical.
Os gestos são comuns em jogos de movimento presente na linguagem musical, tornando-se fontes de prazer para o aluno sendo um modo de expressão já que o mesmo se comunica através de movimentos e sons. Consegue com o passar de o tempo reter mais significados maiores das canções ,fazendo com que a memorização do repertorio aumentem,sendo capaz de inovar canções com informações que já conhece e fazer improvisações.

Além do cantar, a criança também começa a se interessar a tocar instrumentos musicais buscando entender sua construção.
Sobre esta questão me atenho a falar com foco e determinação e acima de tudo e empolgação visto que o trabalho apresentado na faixa de 00 a 03 anos foi pensado com carinho pelo grupo no qual me enquadrava, trabalho este que tenho certeza rendeu bons frutos.
Com referência a música a LDB salienta que a música está potencialmente garantida na educação básica, não somente como o caráter lúdico e sim com o intuito de transmitir formas, expressões, sentimentos, conteúdos e conhecimento, trazer para o cotidiano de sala de aula a herança cultural, a diversidade, proporcionando a integração, socialização, reflexão e a aprendizagem de novos conceitos.
O projeto de lei que recebeu o número 330/2006 no Senado Federal, e o número 2732/2008 na câmera dos deputados, foi aprovado por unanimidade pelos parlamentares.
Art. 1º O art. 26 da Lei n 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do seguinte: § 6º A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2º deste artigo.”“.
Art. 2º O Ensino de música será ministrado por professores com formação específica na área
Art. 3º Os sistemas de ensino terão 3 (três) anos letivos para se adaptarem às exigências estabelecidas nos artigos. 1º e 2º desta Lei (BRASIL Lei 11.769 de 18 de Agosto de 2008, publicado no Diário Oficial da União em 19/08/2008).
A música é um conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, existe a necessidade de professores habilitados na área de música para atuarem na escola.
Segundo RCNEI, os estímulos musicais vivenciados durante a infância terão impacto significativo na capacidade de um individuo de entender a música. O objetivo da música para criança de 0 a 3 anos é ouvir, perceber e diferenciar os diversos sons através da brincadeira, imitações e reprodução musical; avalia a atenção de ouvir, responder, imitar e a capacidade de expressão pela voz e pelo corpo. Já para as crianças de 4 a 6 anos o objetivo é basicamente explorar e identificar elementos da música, perceber, expressar sensações, sentimentos e pensamentos utilizando composições e interpretações musicais; a avaliação é pela a utilização da linguagem expressiva e da comunicação por meio da voz, do corpo e dos instrumentos musicais.
Diante de tais documentos compreende-se a música como um elemento que não necessita ser explicada, ela tem um fim em si mesma, ela pode ser instrumento de auxílio no trabalho pedagógico, porém, não deve limitar sua ação  apenas como ferramenta de trabalho de outras áreas de conhecimento, pois ela fala por si só e contribui para o desenvolvimento integral do ser.
Para tanto, a utilização da musicalização nas diversas áreas de conhecimento é fundamental, lúdica e dinâmica.
Independentemente do seu papel dentro da sociedade, a música exerce forte atração sobre os seres humanos, fazendo mesmo que de forma inconsciente que nos relacionemos com ela, muitas vezes quando a ouvimos começamos a nos familiarizar, movimentando o corpo ou cantarolando pequenas partes da melodia. As crianças quando brincam ou interagem com o universo sonoro, acabam descobrindo mesmo que de maneira simples, formas diferentes de se fazer música. De acordo com Joly (2003):

A criança, por meio da brincadeira, relaciona-se com o mundo que descobre a cada dia e é dessa forma que faz música: brincando. Sempre receptiva e curiosa, ela pesquisa materiais sonoros, inventa melodias e ouve com prazer a música de diferentes povos e lugares. (p. 116).

Por meio das brincadeiras de explorar como: brincar com os objetos sonoros que estão ao seu alcance, experimentar as possibilidades da sua voz e imitar o que ouve, a criança começa a categorizar e a dar significado aos sons que antes estavam isolados, agrupando-os de forma que comecem a fazer sentido para ela. Pensando na importância que essa experiência pode proporcionar para a criança Maffioletti (2007) escreve que: “É isso que fará dela um ser humano capaz de compreender os sons de sua cultura [...]” (p. 130).  Por meio desse contato o ser humano começa e desenvolver uma identidade a música que está a sua volta. É por isso que ela assume significados diferenciados em cada cultura, pois segundo Penna (2008) devido a ela ser:
[...] uma linguagem cultural, consideramos familiar aquele tipo de música que faz parte de nossa vivência; justamente porque o fazer parte de nossa vivência permite que nós nos familiarizemos com os seus princípios de organização sonora, o que torna uma música significativa para nós. (p. 21).
A música vem ainda contribuir para a formação do individuo como todo. Por meio da musica, a criança entrará em contato com o mundo letrado e lúdico.
Observa-se sua importância como valioso instrumento, o qual deverá ser trabalhado e estimulado provocando no educando possibilidades de criar, aprender e expor suas potencialidades.
 A música na educação pode envolver outras áreas de conhecimento. Na matemática está presente: quando marcamos um ritmo, temos que saber quantidade para tocarmos. Além disso, há varias letras de músicas que ajudaram a facilitar a aprendizagem de números, quantidade, classificação e seriação.
Entretanto, deve ser utilizada de forma contextualizada, desde que não perca o trabalho da música com fins em si mesma.
Facilitando o processo ensino-aprendizagem, e também favorece a criança de Educação Infantil de 05 e 06 anos, ensinando-a a apreciar o valor de uma peça musical, despertando na criança o gosto pela musica, aquisição de novos conhecimentos, concentração, autonomia, criticidade, sendo um importante instrumento didático.
Trabalhar usando a musica como ferramenta de apoio é com certeza estimulante, principalmente por ela dar condições de observar a percepção musical das crianças e a sua melhora na sensibilidade, no raciocínio e em sua expressão corporal.
Todas as atividades citadas à cima podem ser utilizadas na Educação Infantil, porém, percebe-se que os educadores questionados realizam atividades com música para cumprir outras funções que não o trabalho com essa linguagem por si mesma, como por exemplo, na hora do lanche, datas comemorativas, para passar novos conceitos e aumento de vocabulário.
Ainda que esses procedimentos venham sendo repensados, muitas instituições encontram dificuldades para integrar a linguagem musical ao contexto educacional. Contata-se uma defasagem entre o trabalho realizado na área da música e nas demais áreas do conhecimento, evidenciada pela realização de atividades de reprodução e imitação em detrimento de atividades voltadas á criação e á elaboração musical.
Nesses contextos, a música é tratada como se fosse um produto pronto, que se aprende a reproduzir, e não uma linguagem cujo conhecimento constrói. (BRASIL, 1998, p. 47)
Uma das questões fundamentais a ser abordada com as crianças é o que vem a ser a música. A música é a linguagem que organiza som e silêncio, este deve ser o primeiro conceito para elas sobre música. Som é tudo o que soa e tem movimento, estamos cercados por estas expressões o tempo todo.
Compreender a música como linguagem e forma de conhecimento, leva a ver a criança não como um ser estático e sim como alguém que interage o tempo todo com o meio, organizando suas ideias e pensamentos.
Os primeiros anos de aprendizagem são propícios para que a criança comece a entender o que é linguagem musical, aprenda a ouvir sons e a reconhecer diferenças entre eles. Todo o trabalho a ser desenvolvido na educação infantil deve buscar a brincadeira musical, aproveitando que existe uma identificação natural da criança com a música. A atividade deve estar muito ligada à descoberta e a criatividade.
Mas o que precisa ser salientado é que a utilização da música ainda está atrelada a datas comemorativas, higiene, memorização de conteúdos, transmitir conceitos, fugindo da proposta apresentada pelos Referenciais Curriculares Nacionais para Educação Infantil, que é fazer, apreciar e refletir sobre a música. Sabe-se que a música tem uma ligação direta com outras linguagens expressivas da infância: movimento, expressão cênica, artes visuais e realização de projetos, entretanto não se pode deixar de lado o trabalho com a especificidade da música (RCNEI, 1998, p.49).
O professor que compreende a música como linguagem e a utiliza de maneira adequada, tem nela um importante aliado para o desenvolvimento infantil.
Poucos professores trabalham a questão da exploração dos sons: do corpo, dos objetos, não referenciam as propriedades da música e não conseguem enxergar esses aspectos como um trabalho essencial dentro da linguagem musical.
Ainda possuem a visão de que é preciso formação específica em música, não ousam na maneira de trabalhar. O educador deve se ver como um pesquisador e se permitir vivenciar experiências diversas que com certeza contribuirão para a sua prática estendidas aos educandos.
 FACULDADE PADRE JOÃO BAGOZZI
PLANO DE AULA
Acadêmicas (a): Letícia, Luana, Priscila Scroccaro e Sandra Mara Dobjenski
Data: 16/05/2013        Nível: Básica – Educação Infantil     Turma/Turno: Maternal
Faixa Etária: 0 a 3 anos
Docente Avaliador: Helton Real
Área: Linguagem Musical, Teatral, Oral, Visual, Movimento.
Tema: O som do Plebeu Orfeu
Conteúdo: - Estimulação através de contação de história, audição de música e sons;
Duração: 30 min.
Objetivos:
Específicos: - Estimular a percepção dos sons e as habilidades auditivas;
                      - Sensibilizar o gosto musical;
                       -  Estimular a criatividade, a coordenação e o convívio social.
Encaminhamento Metodológico:
1º momento: Recepção das crianças com a música Boa dia, como vai? (Eliana).
2º momento: Organização da roda de conversa.
3º momento: Contação da história “O Som do Plebeu Orfeu”. Nesta etapa as crianças ouvirão diversos sons fortes, fracos, melódicos.
4º momento: Conversa sobre a história.
5º momento: Música de despedida. (Tchau... sua mãe chegou, pegue sua mochila e diga tchau para a pro...).
Recursos: História, música, instrumentos musicais, pulseiras, aparelho de CD, casa roxa, luzes coloridas, fantoches, fantasias.
Avaliação: A avaliação será feita mediante a observação dos alunos na interação com as atividades musicais, através da imitação, participação e exploração dos sons, sendo feito registro através de fotos ou gravação.
Referências Bibliográficas:
portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume3.pdf acesso em 17/04/2013 às 22hrs.
www.vagalume.com.br › Infantil › G acesso em 17/04/2013 às 23hrs
Dobjenski, Sandra M. O som do Plebeu Orfeu.
Bom dia professora como vai
Bom dia professora como vai
Faremos o possível para sermos bons amigos
Bom dia professora como vai
Bom dia Bizuca como vai
Bom dia Bizuca como vai
Faremos o possível para sermos bons amigos
Bom dia Bizuca como vai
Bom dia Recicléia como vai
Bom dia Recicléia como vai
Faremos o possível para sermos bons amigos
Bom dia Recicléia como vai
Bom dia Flitz como vai
Bom dia Flitz como vai
Faremos o possível para sermos bons amigos
Bom dia Flitz como vai
Bom dia Melocotom como vai
Bom dia Melocotom como vai
Faremos o possível para sermos bons amigos
Bom dia Melocotom como vai
Bom dia amiguinhos como vão
Bom dia amiguinhos como vão
Faremos o possível para sermos bons amigos
Bom dia amiguinhos como vão
  
 FACULDADE PADRE JOÃO BAGOZZI
PLANO DE AULA
Acadêmicas (a): Letícia, Luana, Priscila Scroccaro e Sandra Mara Dobjenski
Data: 16/05/2013        Nível: Básica – Educação Infantil     Turma/Turno: Maternal
Faixa Etária: 0 a 3 anos
Docente Avaliador: Helton Real
Área: Linguagem Musical, Oral, Movimento, Artística.
Tema: Passeio ao mundo Encantado
Conteúdo: - Brincadeiras cantadas;
Duração: 30 min.
Objetivos:
Específicos: - Estimular a percepção dos sons e as habilidades auditivas;
                         - Conhecer e valorizar as possibilidades expressivas do próprio corpo através dos sons; 
                       - Expressar, através do movimento, emoções e estados afetivos.
Encaminhamento Metodológico:
1º momento: Reunir as crianças em uma grande roda e dizer-lhes que a sala vai se transformar em uma floresta e elas serão seus habitantes. As crianças receberão pulseiras amarelas que simbolizarão as palmas e pulseiras laranja, batida dos pés.  (Caranguejo peixe é)
 2º momento: Em roda trabalhar a percepção musical aliada ao movimento. (Chu Chua).
3º momento: História da serpente. (As crianças receberão máscaras de serpente).
4º momento: Lá vem o crocodilo.
6º momento: Relaxamento.
Recursos: Músicas, aparelho de CD, máscaras.
Avaliação: A avaliação será feita mediante a observação dos alunos na interação com as atividades musicais, através da imitação, participação e exploração dos sons, sendo feito registro através de fotos ou gravação.
Referências Bibliográficas:
portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/volume3.pdf acesso em 17/04/2013 às 22hrs.
www.vagalume.com.br › Infantil › G acesso em 17/04/2013 às 23hrs
Anexos
Lá vem o crocodilo 
Orangotango 
As duas serpentinhas 
A águia real 
O gato 
O rato 
Não faltou ninguém 
Só não se vê os dois pequinês.  

terça-feira, 14 de maio de 2013

Aula 09 de maio de 2013 – Movimento


Na data de 09 de maio ocorreu a apresentação de dois grupos que abordaram o eixo do movimento. O primeiro buscou se ater a atividades para crianças de 0 a 3 anos e o segundo de 4 a 5 anos, ambos se utilizaram do eixo da música para planejar a aula, tendo nesta um dos recursos que propiciou a expressividade, a movimentação e a socialização da turma.
O movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana. As crianças se movimentam desde que nascem adquirindo cada vez maior controle sobre seu corpo.
O movimento humano é, portanto o mais simples deslocamento do corpo no espaço.
Esses movimentos incorporam-se aos comportamentos dos homens, resultam das interações sociais e da relação do homem com o meio. Sua multiplicidade, funções e manifestações do ato motor, propicia um amplo aspecto da motricidade das crianças, abrangendo posturas corporais bem como outras atividades cotidianas.
As diversidades de práticas pedagógicas caracterizam diferentes concepções quanto ao sentido e funções atribuídas ao movimento cotidiano das instituições de educação infantil.  O movimento além de ser um objetivo disciplinar é um objetivo pessoal e social. Para uma criança pequena o movimento significa muito mais do que mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço, o ato motor faz-se presente em suas funções expressivas, pode-se dizer que no início do desenvolvimento predomina a dimensão subjetiva da motricidade com a interação do seu meio social. Somente aos poucos que se desenvolve a dimensão objetiva que corresponde às competências instrumentais, para agir sobre o espaço e o meio físico.
O bebê muitas vezes se mexe descontroladamente, determinado a torcer o corpo, isso pode significar que o bebê esta com cólica, assim a primeira função do ato motor esta ligada a expressão. Esta expressão continua com as adultas de uma forma frequente.
É muito importante que o professor perceba os diversos significados que pode ter a atividade motora para as crianças, contribuindo para que ela tenha uma percepção adequada de seus recursos corporais. A organização do ambiente, dos materiais e do tempo visa auxiliar e deve ser amplo o suficiente para acolher as manifestações da motricidade infantil, para poder organizar e avaliar se a criança esta se desenvolvendo ou não perante aos demais, principalmente nos berçários, no qual a atenção deve ser redobrada para uma possível resolução futura.
Para tanto, o presente trabalho buscou levantar aspectos relacionados à temática corpo e movimento e às diferentes formas como o tema é tratado na escola, especialmente na educação de 0 a 5 anos.
A educação, hoje, está centrada na criança como individuo. Cada tipo de atividade, trás algo como contribuição para tal desenvolvimento, mas a ordem de prioridades para o ensino dessas diferentes atividades mudou consideravelmente. Portanto, é necessário se organizar uma rotina que envolva tanto as emoções, quanto as necessidades e ações aliadas a uma proposta educacional, sendo isto um desafio constante para quem trabalha na educação infantil.
Ao analisar o estado atual do conhecimento na área de movimento na educação infantil, percebe-se a necessidade de uma investigação mais aprofundada, principalmente no que se refere aos conteúdos trabalhados nessa área com crianças de zero a cinco anos.
A partir da década de 80 até a década de 90, houve um intenso trabalho que resultou na elaboração do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e nas discussões a respeito da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) que foi promulgada no ano de 1996. Esta nova LDB, pela primeira vez, introduziu a educação infantil como a primeira etapa da educação básica. Nela, a educação infantil, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até os cinco anos de idade.
Esta deve ser ofertada em creches para as crianças de até três anos de idade e em pré-escolas, para crianças de 4 a 5 anos de idade. Essa primeira etapa, mesmo não sendo obrigatória, passa a ser um direito da criança e um dever do Estado. A partir daí, a educação de crianças pequenas passou a fazer parte do processo educacional.
Partindo do reconhecimento de que a educação é direito de todas as crianças, um dever da família e do estado (LDB 9394/98 art. 2º) e de que a educação infantil se constitui como primeira etapa da educação básica e que tem como finalidade o desenvolvimento da criança até cinco anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, o eixo do movimento chega como uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana. Pois, ao movimentarem-se, as crianças expressam sentimentos, emoções e pensamentos, ampliando as possibilidades do uso significativo de gestos e posturas corporais. O movimento humano, portanto, é mais do que simples deslocamento do corpo no espaço: constitui-se em uma linguagem que permite às crianças agirem sobre o meio físico e atuarem sobre o ambiente humano, mobilizando as pessoas por meio de seu teor expressivo.
Kishimoto (1996, p.452), ao discutir sobre Froebel, mostra que: "Froebel acreditou na criança, enalteceu sua perfeição, valorizou sua liberdade e desejou a expressão da natureza infantil por meio de brincadeiras livres e espontâneas. Instituiu uma pedagogia tendo a representação simbólica como eixo do trabalho educativo, sendo reconhecido por isso como psicólogo da infância".
Na educação infantil é comum se ver  crianças o tempo todo sentadas, em silêncio, realizando atividades escolares. Porém, para que as crianças possam ampliar o seu aprendizado, é preciso que os conceitos de educação estejam de acordo com as necessidades e seus interesses. Durante a brincadeira a criança assimila sem se dar conta. Por meio das atividades lúdicas a criança satisfaz seus desejos e representa a realidade que as circunda.
Portanto, é inegável que haja mudanças na estrutura educacional, por isso, ainda tem-se muito que refletir a implementar a respeito da educação infantil. Um fator a ser discutido é a questão dos conteúdos a serem trabalhados nesse nível de ensino. Não se pode mais ter o conteúdo como sendo uma lista de itens que tem que ser assimilados pela criança e sim aprendidos, e para isso é necessário a motivação das mesmas através de atividades lúdicas que a façam interessar-se no querer mais.
“O movimento para a criança pequena significa muito mais do que mexer partes do corpo ou deslocar-se no espaço. A criança se expressa e se comunica por meio dos gestos e das mímicas faciais e interage utilizando fortemente o apoio do corpo. A dimensão corporal integra-se ao conjunto da atividade da criança. Pode-se dizer que no início do desenvolvimento predomina a dimensão subjetiva da motricidade, que encontra sua eficácia e sentido principalmente na interação com o meio social, junto às pessoas com quem a criança interage diretamente. A externalização de sentimentos, emoções e estados íntimos poderão encontrar na expressividade do corpo um recurso privilegiado". (Referencial curricular nacional para a educação infantil, 1998, p.18).
Para o Referencial Curricular Nacional (BRASIL, 1998, p.15), o movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e da cultura humana, visto que, "as crianças se movimentam desde que nascem adquirindo cada vez maior controle sobre seu próprio corpo e se apropriando cada vez mais das possibilidades de interação com o mundo".
Ao analisar os conteúdos de movimento apresentados nesse referencial, é possível verificar que os mesmos foram organizados em blocos: a expressividade, o equilíbrio e a coordenação.
Expressividade: nessa direção, o Referencial Curricular Nacional (BRASIL, 1998) sugere atividades para crianças de 0 a 3 anos: reconhecimento progressivo de segmentos e elementos do próprio corpo, expressões de sensações e ritmos corporais por meio de gestos, posturas e da linguagem oral. Na atividade lúdica, para crianças de 4 a 5 anos, por meio da mediação do adulto, o jogo desenvolve a memória, a atenção, a linguagem, a imaginação e a personalidade.
Equilíbrio e coordenação: para as crianças de 0 a 3 anos são sugeridas atividades de exploração de diferentes posturas corporais, ampliação da destreza progressiva para deslocar-se no espaço e aperfeiçoamento dos gestos relacionados com encaixe, traçado de desenho, entre outros. Para crianças de 4 a 5 anos, são envolvidas atividades de correr, subir, descer, movimentar-se, dançar, entre outros.
Por meio dessas atividades anteriormente sugeridas, percebe-se que todas estão relacionadas apenas ao desenvolvimento do corpo, como se o pensamento e as emoções estivessem fora dele. Certamente, essas atividades propostas são importantes para o desenvolvimento da criança, entretanto, o movimento não se restringe ao desenvolvimento das aprendizagens física e motora.
O trabalho com o movimento não pode ser direcionado apenas para o desenvolvimento físico da criança. Pois a criança precisa nominar o seu movimento conscientemente para que tenha oportunidade de explorar o ambiente, criar novas relações de relacionamento com o seu corpo, de conhecê-lo e aprender a usá-lo de forma benéfica, funcional e intencional. (MELLO, 1996)
Diante do exposto, torna-se cada vez mais evidente que, para pensar as atividades com o movimento no âmbito do trabalho pedagógico com crianças de pouca idade, faz-se necessário articular diferentes áreas do conhecimento e interligá-las aos outros eixos de desenvolvimento, buscando-se desta forma a interdisciplinaridade, a reflexão.