sexta-feira, 8 de março de 2013

O Contador de Histórias





Na data de 07 de março de 2013 na disciplina de Conteúdos e Metodologias para a Educação Infantil, assistimos ao filme o contador de histórias.
Filme este que conta a dramática e trágica história de um menino chamado Roberto, nascido nos anos 1970, em Belo Horizonte, é o caçula de uma família pobre com muitos filhos. Acreditando que seria o melhor para seu filho, a mãe de Roberto, o entregou à FEBEM, na esperança que o menino tivesse um futuro melhor ali. Acreditava que na FEBEM ele teria condição de estudar, e se tornaria um profissional bem sucedido, mas acabou tornando-se um fugitivo da instituição e autor de vários crimes. Sofreu com o abandono, a violência (passou por situações terríveis incluindo estupro) e, consequentemente, a exclusão social.
De tanto fugir e ser capturado, Roberto passou por inúmeros educadores e psicólogos, alguns deles não empregavam uma pedagogia que fosse capaz de mudar a realidade da vida daquela criança e muitas vezes chagaram a classificá-lo como um “caso perdido” e “irrecuperável”.
O destino colocou em seu caminho uma mulher chamada Marguerite Duvas, uma pedagoga francesa que estava no Brasil para fazer uma pesquisa e encontrou na história de vida de Roberto um estímulo. Ela não apenas utilizou o menino como objeto de pesquisa, como também tomou pra si os cuidados dele, pois creditava que apensar de ser um menino de rua e um menor delinquente, tinha um grande potencial.
Roberto conseguiu estudar e tornar-se, anos depois, Pedagogo, com pós-graduação em literatura infantil e um famoso contador de histórias, conhecido internacionalmente.

       A REALIDADE INFANTIL DENTRO DA FEBEM

Oficialmente, a FEBEM deveria ser um espaço onde ocorreria a reeducação, ressocialização e reintegração, seria uma associação antipaternalista e antiprisão (VIOLANTE, 1982). No entanto, filmes como Pixote, A Lei do mais Fraco e o próprio O contador de Histórias retratam outra realidade, uma instituição na qual ocorrem todos os tipos de violência, o extermínio de menores e o uso de drogas são retratados.
Roberto Carlos um menino sozinho para driblar as adversidades num lugar desconhecido, usa seu melhor instrumento: incrível capacidade de criar situações e imagens para transformar a realidade e se fazer aceito perante uma sociedade sem ideais concretos.
Ao ser institucionalizado, o menor passa por um processo de despojamento psíquico e social, sua individualidade é ignorada e ele internaliza os objetos de recuperação da instituição, mesmo não sendo infrator. Nesse processo, o menor perde, aos poucos, os documentos de sua identidade interior. Ele perde sua história, sua aparência física, sua origem e seu ambiente social. (CAMPOS 1984)
Foi exatamente o que ocorreu com Roberto e pior na pré-adolescência, é obrigado a mudar de instituição, indo conviver com jovens mais velhos, severos e cheios de vício, um lugar que para ser aceito tinha que aprender palavrões, falar duro, um local com ausência total de esperança ou possibilidades de mudança. Roberto Carlos e alguns outros internos logo descobrem o caminho das ruas, das drogas e dos pequenos delitos, cena narrada como se fosse parte de uma partida de futebol. Na busca de segurança, Roberto tenta associar-se a um grupo ainda mais violento.
Aos 13 anos, ainda analfabeto, depois de muitas tentativas de fuga, separado da família, ele carrega o estigma de ‘irrecuperável’.
Os internos mantinham uma postura que era imposta pelos monitores, mantinham-se em fila de cabeça baixa e mãos para traz. Tal exigência era prática comum e visava à submissão total do interno.
A ordem na instituição era torturar o tempo todo e gerar uma sensação de tempo perdido, ao invés de prepará-los para o trabalho e para a vida em sociedade, seu objetivo declarado era condená-los a condição de delinquentes, visto que atividades escolares ou profissionalizantes não existiam ali.
Como afirma Foucault (2006), o delinquente é submetido a toda uma tecnologia penal para marcar seu desvio, buscar sua degeneração e diferenciá-los dos outros pobres.
Ali quanto maior era o crime, maior era o respeito e todos os infratores ostentavam com orgulho suas infrações, pois desta forma eram respeitados.
Pode-se dizer que estar na FEBEM era como estar preso da mesma forma que criminosos adultos. O tratamento ali certamente viria a contribuir para a consolidação de uma identidade delinquente e se encaixava dentro de um conjunto de estratégias que distancia cada vez mais o jovem das possibilidades de ser incluído socialmente. Ou, de maneira perversa o inclui através da delinquência, sendo este um recurso para sair do anonimato.
Mas a sorte de Roberto fora outra, em  visita à instituição, a pedagoga francesa Margherit  aproxima-se de Roberto com duas expressões que jamais lhe foram dirigidas – ‘com licença’ e ‘por favor’. Este foi o começo de uma emocionante e bem sucedida história de afeto e dedicação que rendem frutos até hoje: Roberto Carlos Ramos, formado em pedagogia e pós-graduado em literatura infantil, voltou à instituição na qual cresceu – mas como estagiário, para fazer a diferença.
Ele adotou mais de vinte meninos de rua, muitos, de início, ‘irrecuperáveis’, como ele foi.

                aplauso.imprensaoficial.com.br/edicoes/12.0.813.../12.0.813.626.pdf                                                     SOFRIMENTO

Palavra que define a realidade de crianças que viviam no contexto de Roberto. A violência os marcava fisicamente e psicologicamente, os fazendo agir como criminosos, por não terem outras oportunidades de mostrarem que poderiam ser diferentes.
Felizmente, as algumas crianças são salvas desse mundo cruel, como Roberto, que teve na figura da pedagoga francesa uma base para seu crescimento e desenvolvimento como pessoa, alguém de bem. Outras ficam à mercê do destino, sendo obrigadas a pagarem altos preços por isso.

                                
                                       A PEDAGOGIA


A pedagogia e a psicologia são muito bem representadas por Marguerite, à pedagoga francesa, se utilizou de métodos simples e diferente aplicando-as com carinho. De início, ela tenta, apenas, concluir a sua pesquisa, ao mesmo tempo em que a comove e a intriga a história de Roberto, a francesa se envolve ainda mais. Surpreende-se quando Roberto deixa claro que confia nela e que a tem muito mais como uma amiga, mas também, como sua “mãe”.
Ela o ensina a escrever ler e também a falar francês, pois acreditava que ele deveria ser enxergado de um modo diferente na sociedade e não como um menino de rua, sem futuro.
O filme é fundamentado num drama real, que tem por objetivo sensibilizar e alertar a todos quanto à realidade não só do país, principalmente pedagogos e psicólogos na sua formação. Hoje, muitas crianças ainda esperam por uma transformação em suas vidas ou a vinda de pessoas que contribuam para o seu crescimento e as tirem dessa triste realidade que atinge grande parte da sociedade brasileira.
Ao assistir o filme O Contador de histórias, me vi refletindo sobre o que é ser pedagoga e qual a nossa função neste mundo tão turbulento. Fez-me ter mais vontade e garra de prosseguir e ir além na busca de novos horizontes e fronteiras, que possam fazer da Educação a arma para lutar por um mundo tão cheio de guerras, de injustiças e desigualdades.
Fez-me querer mais do que ensinar por ensinar e sim atribuir sentido, dar força a opinião de cada futuro promissor que existem perdidos por entre as Casas tutelares, as ruas, as periferias de um país tão rico e tão pobre ao mesmo tempo.
 O Contador de Histórias relata a história de uma pedagoga francesa que acreditou numa criança que ninguém mais acreditava e possibilitou a ela oportunidades, como resultado esta tornou- se um renomado pedagogo e hoje é considerado um dos dez melhores  contadores de história do Mundo e é assim que vejo a classe dos futuros profissionais lutando para que cada sujeito sem perspectiva crie uma esperança, confie que a Educação ainda é a melhor solução para se sair do anonimato.
 Ao ver aquelas cenas pensei, pedagogia vai além do ensinar, como pedagogas temos que acreditar e amar o que nós fazemos. O nosso papel é fundamental na construção do sujeito, nós indicamos o caminho que ele deve andar, e para isso precisamos acreditar que a educação existe. Por mais que o sistema de ensino não contribua para que aconteça uma educação de qualidade, temos que fazer a nossa parte, com amor, carinho, paciência, sabedoria e respeito ao próximo. Só assim formaremos crianças felizes, capazes, críticas e com vontade vencer todos os obstáculos que a vida traça em sua caminhada.
Gostaria de ver nos dicionários, uma nova definição para pedagogia: ACREDITAR.  Se nós pedagogos não acreditamos  na criança e nas suas potencialidades, a educação perde todo o sentido.
Afinal, é cômodo culparmos o sistema e jogarmos para o governo a responsabilidade que cabe a nós educadores. É mais triste ainda vermos uma leva de profissionais que não se importam com a construção da personalidade e cidadania dos seus educandos e chegam a culpar as próprias crianças enquanto não refletem suas práticas e didáticas. Enquanto não nos conscientizarmos que a responsabilidade é do educador, não são novas políticas públicas que vão resolver nosso problema o grande desafio das políticas públicas é aplicar regras comuns para todos, sem que se perca a consideração da individualidade de cada ser.

                   A TEORIA DE HENRY WALLON

O conceito de afetividade de Wallon é colocado em prática no filme, fica claro que iniciativas educacionais com afetividade trazem resultados surpreendentes, respostas positivas e harmonizam o convívio social.  Por isso ao lidar com algum tipo de  problema rotulado como irreversível, lembre-se que o AMOR é a fórmula indispensável para alcançar o “impossível” .

sábado, 2 de março de 2013

Histórias das Crianças no Brasil – 28 de fevereiro de 2013


Na data de 28 de fevereiro de 2013, na aula de Conteúdos e Metodologias para a Educação Infantil foi trabalhado o livro Histórias das Crianças no Brasil. Livro este que trata das particularidades das crianças comuns que fazem parte da História do Brasil desde antes do descobrimento. Coordenado por Mary Del Priory, professora e pesquisadora da USP, foi publicado em 1999, e agraciado com o Prêmio Casa Grande & Senzala da Fundação Joaquim Nabuco no ano de 2000.
O livro tem como base a chamada Nova História, tendência iniciada na década de 1980 por alguns historiadores que dirigiram suas pesquisas para dar voz aos silenciados: crianças, mulheres e vitimas de preconceito.
A autora cita ainda Gilberto Freire, que em seu livro Em tempo morto - Outros tempos, relata que desejou escrever um livro chamado A História do Menino Brasileiro, no qual contaria a passagem da infância à vida adulta sem ter adolescência.  
Na apresentação se tem a clara impressão do que Mary Del Priore vai relatar nos 15 capítulos que sucedem a história da criança em suas diversas fases. Uma criança que durante muito tempo foi negligenciada, incerta de sua sobrevivência, pela falta de cuidados e tecnologia e pelos altos índices de natalidade. Fato que pode ser comprovado na citação de Gilberto Freire em sua obra Casa Grande e Senzala: “A verdade é que perder um filho pequeno nunca foi para a família patriarcal à mesma dor profunda que para uma família de hoje. O anjo ia para o céu. Para junto de Nosso Senhor, insaciável em cercar-se de anjos”.
Apesar dos grandes esforços da lei de compensar um passado histórico da infância, no qual a criança era tida como “bichinho de animação”, ou “adulto em miniatura”, sendo deste modo, um ser em desvantagem em comparação com o adulto, pode-se perceber que ainda carrega-se e vê-se os resquícios trevosos de uma Idade Média não muito distante das cidades modernas e burguesas atuais.
O que se assististe hoje são as mais variadas atrocidades feitas contra as crianças, ou ainda a maneira velada com que elas são tratadas nas escolas, e em outros contextos de suas vidas, ou ainda abandonadas ou abusadas, precisando adquirir a autonomia e a capacidade do adulto. Neste embate surge à sociedade civil, que com algumas de suas entidades responsáveis procura elaborar leis, estatutos, para garantir de alguma forma a sobrevivência humana desses seres de infância marcada pela violência, pelo descaso, pelo abuso, pela falta de direitos, incluindo uma educação de qualidade e uma vida digna.
A configuração da infância no decorrer dos tempos tem se reconstruído nos mais diversos moldes, convivendo com a violência, o trabalho infantil, os abrigos, o abuso, as múltiplas atividades diárias, como: natação, inglês, balé, futebol, etc., suscitando-nos questionamentos, tais como: em qual momento sobra espaço para ser criança? Como se pode garantir o que é previsto nas leis e nos estatutos? Será que a construção destas leis vai de encontro às realidades múltiplas da criança brasileira ou os profissionais que as constroem se embasam em modelos românticos e idealizados?
É necessário repensar cada passo, cada ato, cada lei, fazer um exercício reflexivo sobre as múltiplas realidades do Brasil com suas infâncias ricas, carentes, sedentas de fome, de cuidado ou de um olhar terno. E nos perguntar o quão preparados nós estamos para lidar com essa infância carente, judiada, manipulada?
Será que não seria o caso de propormos, como futuros profissionais e atuantes na área de educação, um estudo, uma discussão sobre o ECA, ou mesmo sobre os direitos humanos da criança, sobretudo, ao longo de nossa formação?
É preciso parar e buscar compreender os direitos, os deveres, os possíveis caminhos que poderemos empreender no atendimento a criança, ao adolescente, que deixa de ser criança, e que fica no lugar da passagem entre o mundo infantil e o adulto.
Outro fato relevante a ser abordado é a massificação midiática da criança, afinal como salienta Campos apud Ventura, 2003: Em nossa sociedade todas as camadas sociais têm no televisor sua companhia mais constante. Os meios de comunicação, especialmente a TV, são modelos com os quais crianças se identificam, e quanto maior é o isolamento da criança maior é o poder de influência que a mídia exerce sobre a mesma.
Visto tal afirmação pode-se salientar que as crianças são corrompidas desde cedo, para tornarem-se pessoas consumistas e sem valores, o perfil ideal que a mídia deseja, pois passam mais tempo com a vida vinculada à mídia do que sendo crianças. A mídia as atrai fortemente, já que a combinação de informações visuais como a televisão, o rádio, os videogames são muito mais atraentes do que outros meios de comunicação de massa, tais como os livros, que exigem a leitura, a interpretação e a compreensão e não são como um computador, por exemplo, que fala a mesma língua, que traz novidades. O resultado disso é um grande impacto na sociedade atual. De forma a distorcer, manipular valores morais, religiosos e culturais, incentivar a obesidade infantil, a erotização precoce, consumo de drogas e excesso de agressividade.
    Atualmente as crianças no mundo inteiro, estão privadas dos espaços que costumavam ser seus: as ruas, as calçadas, as praças. Privadas desses espaços, elas se refugiam na frente do televisor, do computador, dos jogos e ficam por horas exposta ao modismo, a violência, as guerras e ao terror, um mundo de longe seu.
A falta do convívio familiar, de tempo faz com que as crianças tornem-se alienadas pelo consumismo e pelos efeitos negativos deixados pela mídia. Elas são dependentes sim e cabe aos pais, aos educadores despertar o seu senso crítico as para defendê-las dos apelos advindos da mídia, tornando-as cidadãos conscientes, seletivos e reflexivos.
Frente a tal questão emerge a criança ditadora que escolhe o colégio no qual quer estudar, a marca da roupa que deseja vestir, o que assistir a hora de dormir ou de voltar para casa. Portanto, quando pensamos na educação de uma criança e na construção da sua personalidade, é fundamental pensarmos na construção de limites que possibilite à criança o exercício da autonomia para se expressar assim como a sensibilidade e respeito para com o outro e predisposições para aceitar diferentes opiniões e sentimentos.
Pode-se pensar na construção de limites que permitam o desenvolvimento da alteridade na convivência coletiva e no acolhimento das diferentes singularidades. Esta noção de limites está relacionada, com uma certa disciplina que é importante criar para que o novo ser se desenvolva com harmonia mas também com a noção de que o mundo não gira à volta dele e que há regras e princípios que são fundamentais respeitar.
Se concebermos a Educação como um espaço de socialização e de relações interpessoais será possível lançar bases para o exercício da cidadania.
Assim, permitir à criança responsabilizar-se pela construção de formas de convivência com seus colegas é concebê-la como sujeito que pensa e que é ela própria a construtora da sua personalidade, capaz de conviver com os outros e de ser responsável, também, pelo bem dos outros. Isto só será possível se os adultos que convivem, diariamente, com a criança a ajudarem a perceber que a sociedade tem regras e que sem elas não se pode viver de uma forma saudável.
Não é tarefa fácil ser criança, agir como adulto, ter funções de gente grande, afinal num passado, não tão remoto assim, o ser criança era, de uma determinada maneira, bem mais simples. Brincar era uma atividade invariavelmente praticada na rua. Estudar, basicamente na escola do bairro. E comer, ato trivial e cotidiano, o almoço e o jantar preparados pela mãe, avó ou outros familiares. Só para fechar o rol de atividades mais ordinárias do dia a dia, assistir televisão era apertar o botão e usufruir da limitada programação ao lado da família.
Eis que tudo mudou, e não foram poucas as mudanças. A acelerada urbanização trouxe consigo dois fenômenos gêmeos: a redução dos espaços e a verticalização. Como consequência, a rua deixou de ser um local para brincar e passou a exercer o papel de vilã. Agora, rua é sinônimo de perigo! Azar das crianças que tiveram reduzidos os seus espaços tradicionais.
O correr livre e solto praticamente deixou de existir. Brincar em casa virou regra, ao invés de exceção. E, o mundo virtual acabou por ocupar esse vazio. Agora não é mais a criança que corre, joga bola e se exercita com outras brincadeiras ao lado dos amigos: quem faz isso é o vídeo game. Os relacionamentos se desenvolvem nas redes sociais. Resultado: crianças ditadoras, isoladas, cheias de atividades, ausentes do pensar e do interagir, carentes e solitárias do reconhecimento do seu próprio eu.












domingo, 24 de fevereiro de 2013

Reflexão sobre que professores precisamos para a Ed. Infantil


DATA: 21/02/2013
TEMA: REFLEXÕES SOBRE QUE PROFESSORES PRECISAMOS PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL
“Um professor pode levá-lo até a porta, mas abri-la é com você." 
Provérbio Chinês
A aula de Conteúdos e Metodologia para a Educação Infantil na data de 21 de fevereiro de 2013, na Faculdade Bagozzi trouxe reflexões acerca do processo histórico da educação que diz respeito à imagem social das crianças e a construção da infância bem como o papel das instituições na valorização desse conceito.
A educação infantil possui especificidades que a caracteriza e, portanto, a diferencia do ensino fundamental, por esse motivo interessa-nos compreender como professoras de educação infantil constroem algumas categorias centrais em sua profissão. Mediante a reflexão do texto De que professores precisamos para a Educação Infantil? – Uma pergunta, várias respostas; escrito por Sonia Kramer, buscou-se adentrar no universo dos significados elaborados pela autora e desse modo buscar ampliar a compreensão sobre a educação infantil, sob um olhar singular que referencia uma cultura coletiva, de uma categoria profissional, das profissionais que atuam na educação infantil.
Entende-se que é preciso avançar na compreensão tanto da especificidade das instituições de educação infantil, quanto da profissão de professor de educação infantil. A pertinência de tal reflexão é oferecer importantes contribuições para a o âmbito da formação de professores.
A educação infantil tem papel social importante no desenvolvimento humano e social. Portanto, pode-se afirmar que as crianças são seres sociais, têm uma história, pertencem a uma classe social, estabelecem relações segundo seu contexto de origem, têm uma linguagem, ocupam um espaço geográfico e são valorizadas de acordo com os padrões do seu contexto familiar e com a sua própria inserção nesse contexto. Elas são pessoas, enraizadas num todo social que as envolve e que nelas imprime padrões de autoridade, linguagem, costumes. Essa visão de quem são as crianças - cidadãos de pouca idade, sujeitos sociais e históricos, criadores de cultura - é condição para que se atue no sentido de favorecer seu crescimento e constituição, buscando alternativas para a educação infantil que reconheça o saber das crianças e ofereça atividades para o crescimento social e individual das mesmas.
Reconhecer na infância sua especificidade, sua capacidade de imaginar, fantasiar e criar exige que muitas medidas sejam tomadas. Entender que as crianças têm um olhar crítico que vira pelo avesso a ordem das coisas, que subverte o sentido da história, requer que se conheçam as crianças, o que fazem, do que brincam como inventam, do que falam de maneira tal que as mesmas desempenhem seu papel de criadoras de cultura.
Entretanto, muitos são os desafios das políticas sociais para a infância. Questões relativas à situação política e econômica e à pobreza, questões urbanas e sociais, problemas educacionais específicos assumem proporções graves e exigem respostas firmes e rápidas, nunca fáceis. Muitas são também as possibilidades de enfrentar a questão. Hoje, vive-se o paradoxo de ter um conhecimento teórico avançado sobre a infância, enquanto assiste-se com horror a incapacidade da atual geração de profissionais de lidar com as populações infantis e juvenis.
Diante de tal perspectiva o envolvimento do professor de educação infantil com o trabalho é questão não só de corpo, mas também de alma, de pesquisa e de entrega absoluta ao universo infantil.
A Educação Infantil foi, durante muito tempo, considerada uma ação exclusiva da família. Nem sempre a criança foi vista enquanto um ser em desenvolvimento, com interesses e necessidades próprias e, apesar das primeiras ideias sobre a educação da criança terem surgido com Platão, na Grécia do século V a. C., centenas de anos se passaram, antes que a primeira escola para crianças fosse criada.
Philippe Ariés, historiador francês, a partir de seus estudos relata a transformação dos sentimentos de infância. Em seu livro “História Social da Criança e da Família”, mostra como a criança era percebida na sociedade tradicional.
De acordo com Ariés, as crianças eram vistas, nos séculos XIV, XV e XVI como um adulto em miniatura. Desta forma, era comum que elas participassem dos mesmos eventos e realizassem as mesmas tarefas que eram atribuídas aos adultos.
As crianças desse período eram vistas como a imagem e semelhança dos adultos, e estes por sua vez se mantiam distante desse universo mágico denominado infância, não compreendendo que é justamente nessa fase que se forma a personalidade, que as reflexões ocorrem e que limites podem e devem ser impostos.
À medida que mudanças sociais e políticas foram acontecendo, tanto no mundo quanto no Brasil, passou-se a reconhecer a importância do atendimento à criança pequena. Tanto na sociedade quanto no setor público crescia o interesse pela causa da criança, em especial da criança pobre, abandonada ou que cometia algum delito.
O atendimento, no início, apoiava-se numa visão assistencialista, compensatória e eram esses pressupostos que fundamentavam também as práticas educativas vivenciadas no interior das instituições infantis. Estas, ao longo da história da educação da criança pequena, foram assumindo funções, com bases em diferentes princípios teóricos, de acordo com o contexto social e político e os adultos, que lidavam com as crianças nesses espaços, não possuíam nenhuma preparação. No campo das políticas de atendimento às crianças, a história no Brasil é marcada por avanços e retrocessos, muito discurso e poucas ações concretas.
Entretanto, a partir da década de 80, os discursos sobre a infância e o atendimento às crianças ganharam um novo enfoque, principalmente com uma participação maior da sociedade, por meio das associações, pastorais e instituições internacionais.
Não quer dizer que nesse período da história não havia afeto, somente as crianças eram desprezadas se não servissem para o trabalho, suas vontades eram ignoradas, bem como seus direitos de brincar e ser criança, na bem da verdade eram consideradas seres irracionais.
Com o avanço das tecnologias, ascensão política a criança passa a ser o centro de interesse e preocupação e seus direitos são reconhecidos e assegurados. A educação passa a ter foco social, porém as crianças ainda não possuíam o direito essencial e elementar de serem crianças.
O reconhecimento da Educação Infantil enquanto um direito da criança e da família e um dever do Estado foi concretizado com a Constituição de 1988, pelo artigo 208, inciso IV:
 “Art. 208 – O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
IV – atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a
seis anos de idade;”.
Muito embora este preceito constitucional, que estabelece a educação da criança de zero a cinco anos como sendo um direito de todo cidadão, ainda está longe de tê-la à disposição de todos desta faixa etária e de qualquer nível socioeconômico.
Fato este que se deve não apenas às dificuldades do Estado em administrar a verba pública de forma a atender de maneira equitativa toda a população, mas também ao fato de que as escolas públicas ainda não se estruturaram pedagogicamente para favorecer o acesso e a permanência de todos, e, em especial, da população mais pobre, que sofre a interferência de determinantes extraescolares, gerados pelas adversidades sociais, características de uma sociedade marcada pela desigualdade, sem deixar de se levar em conta a má preparação dos educadores atuantes nesta modalidade de ensino.
Uma formação docente para a Educação Infantil hoje precisa ser pautada em conhecimentos científicos básicos para a formação do professor e os conhecimentos necessários para o trabalho com a criança pequena, além de contemplar um processo de desenvolvimento e construção do conhecimento do próprio profissional e os seus valores e saberes culturais produzidos a partir da sua classe social. Além disso, devem-se considerar dois problemas: a ausência da prática reflexiva nos cursos de formação dos professores da Educação Infantil e a pouca clareza na definição do perfil desses profissionais.
As propostas de formação de professores para a educação infantil devem visar um perfil profissional diferente daquele sem qualificação e virem cercados de uma especialização com o objetivo de atender às funções de cuidado e educação no atendimento à criança de zero a cinco anos. Tal formação deve eliminar o isolamento profissional, valorizar os saberes profissionais de cada educador, construir uma parceria com a comunidade e a família e integrar a formação inicial à continuada, na busca de uma melhor qualidade no trabalho com a criança.




"Ser criança é acreditar que tudo é possível. É ser inesquecivelmente feliz com muito pouco. É se tornar gigante diante de pequenos gigantescos obstáculos. Ser criança é fazer amigos antes mesmo de saber o nome deles. É conseguir perdoar muito mais fácil do que brigar. Ser criança é ter o dia mais feliz da vida, todos os dias. Ser criança é o que a gente nunca deveria deixar de ser."
Gilberto Reis



Infância

Tem horas que a vida parece música de Bach: uma interminável introdução. A gente vai caminhando de olhos fechados - ou olhando de lado - no rumo do abismo. E não para. A gente está na iminência de fazer uma besteira, e não para. Aí a gente vê que não é mais criança, bate uma saudade danada dos pés de milho, da casca da espiga, de subir em árvore, assustar passarinho, ver carreira de formiga, fazer brinquedo de galhos e pedras, jogar bola na lama, sequestrar as bonecas da irmã, resgatar amigos imaginários, casar com a moça mais bonita do sonho e não querer tomar banho! Lambuzar a cara de doce, brincar no castigo, ler gibi dentro do livro ao invés de estudar... Falar palavrão e ficar repetindo, esquecer papel de bala no chão...
De repente acorda do devaneio, vê que não é mais criança e chega a conclusão de que ser gente grande é um saco! Mas descobre que a criança ainda existe e se a gente deixar ela triste aí é que complica mais!
E não sai da introdução...
[Adhemar - Santo André, 13/10/2008]



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Noções fundamentais do Trabalho Pedagógico na Educação Infantil





RESUMO

A presente discussão realizada na data de 06 de fevereiro de 2013, na Faculdade Bagozzi pelos alunos de Pedagogia, teve como intuito trazer para o contexto acadêmico a importância da educação infantil para o desenvolvimento de um ser pensante e crítico de sua importância perante a sociedade.
O trabalho de investigação que foi realizado no presente momento, teve como proposta compreender a rotina atribuída à criança na fase das descobertas do eu e do mundo, tomando por base as recordações de cada acadêmico a respeito de sua infância.
Mediante tal investigação, buscou-se trazer para o contexto de discussão a organização do espaço de trabalho na educação infantil, os elementos norteadores para tal, critérios de avaliação, tendo como fator relevante a importância do brincar na construção do ser humano adulto.

Palavras Chave: Educação Infantil, organização pedagógica.

1.    CONSIDERAÇÕES INICIAIS
A educação passou por uma grande evolução ao longo dos séculos. Desde o processo educativo voltado para a sobrevivência das antigas civilizações, até os dias de hoje, onde existem diversas tendências pedagógicas visando o pleno desenvolvimento humano. Dentre os vários modelos pedagógicos, métodos educacionais e metodologias de ensino/aprendizagem, existe uma grande preocupação com a formação do profissional para esta área bem como deve ser o trabalho pedagógico na educação infantil.
Afinal, o que fazer para que as crianças se desenvolvam plenamente e adquiram competências e habilidades necessárias e relevantes para sua idade e para a sua formação como indivíduo participante de um meio social?Qual a importância do professor nesta etapa de formação? De que forma a brincadeira se torna fundamental e essencial nesta fase para que a criança aprenda os limites e as regras as quais será imposta durante a vida?
Pensando nestes questionamentos é necessário trabalhar na prática os conteúdos e metodologias para o ensino na educação infantil, com o objetivo de esclarecer as dúvidas do educador, bem como contribuir para a sua formação para compreensão e interpretação da vida/fase infantil, sua importância e seus mistérios.
2.    EDUCAÇÃO INFANTIL – CAMINHO E FORMAÇÃO

     O envolvimento do professor na Educação Infantil deve ser visto como um fator relevante para a formação do cidadão, não sendo somente uma questão de corpo mais também de alma e coração, algo que dignifica que realiza, visto que o profissional atuante nesta área não se envolve tão somente com a questão educacional, mas com questões do dia-a-dia da criança, da sua vida em sociedade, dos seus sentimentos e emoções.
O professor que atua na educação infantil deve ter uma preocupação específica de como lidar com as crianças no dia-a-dia e em situações especiais. Ao se tratar de alunos iniciantes no convívio escolar surgem situações diferentes e inesperadas em relação às demais fases escolares.
A criança tem um jeito próprio de encarar as novas etapas que vão surgindo em sua vida. Muitas vezes pais e educadores encaram esses acontecimentos com maior dificuldade que a própria criança que está passando por determinada vivência. 
O ideal é que o professor tenha algumas atitudes, estratégias e comportamentos que favoreçam uma melhor aceitação e desenvolvimento dessa criança no ambiente escolar e até mesmo no seu dia-a-dia, podendo, inclusive, colocar em prática certos conhecimentos adquiridos, porém de forma meio que inconsciente.
Portanto, a formação do profissional deve ser entendida como contínua inserida em um fazer pedagógico em que o profissional encontra-se em constante aprendizado e crescimento educativo essa formação implica em atividades de aperfeiçoamento de forma ampla e complexa, dentro e fora do ambiente escolar, envolvendo estudo e pesquisa capazes de colaborar para sua evolução gradativa docente, considerando sua identidade pessoal, sua prática em sala de aula e não somente os cursos dos quais participa. (BREJO, 2007, p.3).
Diante de tais afirmações é possível ressaltar que ninguém ensina o que não aprendeu. Por isso o curso de formação de docentes iniciais e de graduação em Pedagogia se faz necessário dar peso ao conteúdo que vai ser ensinado.
Neste contexto, valem as palavras de Millie Almy, quando diz que adultos aprendem como crianças, fazendo. Indivíduos, em todos os níveis, podem ser ajudados na aquisição de uma plena consciência de seu próprio potencial. Eles podem fazer isto através da leitura de livros, da assistência a aulas e observando bons professores em sua prática. Mas ouvir as ideias e observar bons modelos não è suficiente. Eles precisam colocar em prática e avaliar suas próprias versões do que aprendem. Eles podem desenvolver novas e melhores práticas a partir de sua própria experiência, assim como do conhecimento obtido de outros. Quando quem está trabalhando com crianças pequenas é encorajado a ir além da prática direta com crianças, pode aprender a atuar como defensor das crianças e de suas famílias, assim como de si próprio enquanto professor. “(Almy, 1988, p.53)”.
Nesse sentido, a sociedade construída pelos homens tem frente às crianças e jovens a dupla e indissociável tarefa de torná-los ao mesmo tempo usuários e beneficiários da riqueza civilizatória historicamente acumulada, bem como participantes e construtores dessa mesma riqueza, cabendo aos docentes entender a educação como um fenômeno humano. Fruto do trabalho do homem nas relações sociais, constitutivas do existir humano e que tem por finalidade a produção do conhecimento e da formação do indivíduo para posições críticas e reflexivas perante a sociedade na qual habita.
3.    A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL – DA TEORIA À PRÁTICA
É importante que o professor de Educação Infantil tenha uma atuação que seja promotora da aprendizagem e do desenvolvimento das crianças no sentido de lhes garantir o direito à infância. Para que isso ocorra, é necessário que o espaço proporcione às crianças situações nas quais elas possam manifestar suas emoções, priorizando relações afetivas, numa lógica de respeito às diferenças.
O profissional de Educação Infantil deverá ter um domínio dos conhecimentos científicos básicos tanto quanto os conhecimentos necessários para o trabalho com a criança (conhecimentos de saúde, higiene, psicologia, antropologia, história, linguagem, brinquedo e das múltiplas formas de expressão humana, de desenvolvimento físico e das questões de atendimento em situações de necessidades especiais). Precisa ainda ter sob controle seu próprio desenvolvimento, bem como estar em constante processo de construção de seus próprios conhecimentos. Ter elaborado a questão de seus valores, cultura, classe social, história de vida, etnia, religião e sexo, compreendendo assim a maneira como a criança constrói significados sobre o que a cerca e sobre si mesma.
As relações que a criança vivencia no espaço da Educação Infantil nem sempre são harmônicas, ao contrário, são muitas vezes conflituosas, pois entra em contato com outras crianças, com diferentes culturas e comportamentos. É importante que se possa estabelecer laços afetivos seguros e verdadeiros com as crianças, compreendendo-as, incentivando-as e orientando-as para o seu crescimento pessoal e para a vivência em sociedade. O importante é fazer com que a criança retire dessa situação elementos significativos para sua aprendizagem, repare o erro, procure tomar cuidado e atenção da próxima vez para que não volte a repeti-lo. Assim, conduz-se a criança a pensar sobre seus atos e modificar suas atitudes pela reflexão e pelo entendimento do que ela faz e provoca.
O professor é modelo, é uma referência estruturante para a criança. As crianças aprendem não apenas com o que é dito, mas, sobretudo com o que veem. Assim, quando se apresentam modelos pautados no diálogo, na cooperação, na solidariedade, esses serão repetidos e valorizados pela criança e o professor é um ícone e um exemplo a ser seguido nesta etapa. Quando a criança aprende a resolver verbalmente seus conflitos, explicando o que aconteceu e entendendo os motivos e as consequências de seus atos, as situações conflituosas diminuem. Nesse caso, é fundamental que haja a valorização dessa conquista, reforçando-se a aprendizagem.
Como professores, temos a possibilidade de criar espaços de aprendizagem nos quais os conflitos possam se manifestar de forma sadia e equilibrada e nos quais os conflitos não sejam mais necessários. Acreditar em nossa capacidade de superar essas situações, tomando-as como desafios constantes em nosso fazer cotidiano, é acreditar em nossa capacidade de transformar e de educar.
4.    CONSIDERAÇÕES FINAIS
O grande desafio hoje é justamente preparar o profissional, visando sempre uma formação qualificada que coloque em foco a discussão sobre as expectativas de desempenho, aliando teoria e prática num contexto que busque reflexão. Não pode-se  esquecer, entretanto, que tal profissional lida com crianças em desenvolvimento, e perante a legislação (LDB 9394/96) as crianças tem o direito de uma educação voltada para o seu desenvolvimento integral, preparando-a para o pleno exercício da cidadania. Esta mesma Lei reconhece também a necessidade de qualificação profissional urgente para todos que atuam na EI.
 Assim, o profissional de EI precisa de  uma formação inicial de qualidade que lhe permita o desenvolvimento de  uma prática que integre o cuidar e educar de maneira indissociável, já que não se pode cuidar sem  deixar de educar, não se pode mais aceitar pessoas desqualificadas para assumir essa função. Esta formação inicial se solidificará em uma prática reflexiva, pautada em uma fundamentação teórica consistente, que acompanhe as evoluções sociais, para que se possa refletir de modo positivo, na formação do cidadão crítico e também reflexivo.
Para    finalizar transcrevo abaixo o um poema que considerei uma ótima definição do professor que trabalha com carinho e arte.
[...]
Arte está em toda parte
Arte está em toda parte
Está na educação
Pedagogia é uma arte
A arte de conduzir
Abrir novos horizontes
E acreditar no porvir
Professor,
Arte é a reflexão
De sua prática educativa
Arte é ser mediador
Arte é ser pesquisador
É ser facilitador
Arte é tudo que incentiva
Professor,
Na arte de ensinar
A ação que mais fascina
É sua arte de moldar
O que já é obra prima.
Obra prima sem minuta
Exige arte e desvelo
Depende da sua conduta
De estima ou de zelo.
Arte, professor, é...
Ao entrar em sua sala
Perceber cada educando
Cada um com sua fala
Outros até se calando
É como a arte de ler o vento
Que diz como está o tempo
Professor, esse é o momento
Da arte de se ler
Ler seus educandos
Que são artistas esperando
Fazer arte para aprender
Arte está em toda parte
Está na vida!
Vida.
Obra de arte divina
Tudo que se descortina
É a arte de viver bem
Como? Arte? Onde se vê?
Quem é o artista?
O artista desta arte
Encontra-se em toda a parte
Um deles... pode ser você!
*( Maria Terezinha Alves Castilho) - Supervisora de educação infantil da Escola Municipal Padre Germano Mayer – Arapongas.
DOBJENSKI,Sandra M.